BERLIM (Reuters) - Todas as partes que negociam um novo pacote de ajuda para a endividada Grécia concordaram que os credores privados têm de ser incluídos, mas os detalhes sobre como isso seria feito ainda estão sendo discutidos, disse o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble.
Em entrevista publicada neste sábado pelo diário de negócios Boersen Zeitung, o ministro reiterou a posição da Alemanha de que o financiamento de um novo socorro à Grécia não deveria ficar inteiramente nas mãos dos governos.
'Fundamentalmente, todos os lados concordam que o setor privado deve fazer a sua parte em um novo pacote grego de ajuda --mas ainda estamos discutindo o 'como'', disse ele.
'Nós precisamos de uma participação voluntária de credores privados que, primeiro, dê apoio substancial à Grécia; segundo, seja quantificável, e terceiro, seja confiável', acrescentou.
Os líderes da Alemanha e França há muito tempo divergem sobre como envolver em um novo pacote de resgate para a Grécia os portadores privados de títulos gregos.
Na sexta-feira os dois países disseram ter chegado a um acordo para uma solução branda, apoiada pela França e o Banco Central Europeu.
A primeira-ministra (chanceler) alemã, Angela Merkel, disse que o caminho buscado --que tem por base um acordo feito por bancos em 2009 para manter suas exposições na Europa central no auge da crise financeira-- era um 'bom alicerce' para um acordo grego.
Os mercados de títulos permanecem com receio de que a Grécia possa tornar-se insolvente.
A maioria dos economistas demonstra ceticismo de que o país possa algum dia pagar o total de sua dívida, que chegou a 340 bilhões de euros (480 bilhões de dólares), ou seja, 150 por cento da produção anual da economia da Grécia.
O jornal Boersen Zeitung não disse quando realizou a entrevista e não estava disponível de imediato para comentar por telefone.
sábado, 18 de junho de 2011
ROMA (Reuters) - A Igreja Católica Romana, acusada com frequência de envolvimento em escândalos de abuso sexual, vai colocar na Internet um novo centro de ensino à distância para ajudar a proteger as crianças e as vítimas de abusos. O Vaticano apresentou a iniciativa em uma entrevista coletiva à imprensa, realizada neste sábado, para divulgar uma conferência internacional sobre abusos sexuais de crianças por parte de clérigos, programada para fevereiro, na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, com o apoio da Igreja. 'O centro de ensino à distância vai atuar com instituições médicas e universidades para desenvolver uma resposta constante aos problemas do abuso sexual,' disse o monsenhor Klaus Peter Franzl, da Arquidiocese de Munique. Será postado em alemão, inglês, francês, espanhol e italiano e ajudará bispos e outros membros da Igreja a colocar em prática as orientações do Vaticano para a proteção de crianças. 'Queremos que as pessoas saibam que somos sérios sobre isso e que achamos que a Igreja tem de estar no centro da solução,' disse o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, acrescentando que esse será um compromisso duradouro. O centro de ensino à distância dará orientação àqueles que têm de agir em relação a casos de abuso, bem como informação às vítimas. A previsão é que comece a operar no ano que vem, durante a conferência em Roma, intitulada 'Caminhando para a Cura e a Renovação,' a qual reunirá peritos em abuso sexual de crianças por parte de clérigos. A baronesa Sheila Hollins, membro independente na Câmara dos Lordes, na Grã-Bretanha, disse esperar que a conferência ajude a trazer o ponto de vista das vítimas para o primeiro plano do debate. 'As vítimas sentem uma dupla vergonha. Vergonha por terem sofrido abuso e vergonha por terem permanecido silenciosas sobre o abuso,' afirmou Hollins, que é professora de psiquiatria na St George's University, em Londres, e será uma das principais palestrantes no simpósio. O centro de ensino à distância e a conferência são os mais recentes esforços da Igreja para enfrentar o escândalo que a abalou em todo o mundo. Há dois meses, o Vaticano enviou a todos os bispos uma norma na qual lhes recomendava tornar a eliminação do abuso de crianças por padres uma prioridade mundial
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