O rápido crescimento econômico veio com custos que raramente são mencionados na contabilidade nacional. Eles vão desde poluição da água e da atmosfera à degradação do setor da pesca e das florestas, tudo que causa impacto na prosperidade e no bem-estar humano. Neste ano, o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente, “Florestas: a Natureza a seu Serviço”, enfatiza o valor multimilionário desse e de outros ecossistemas para a sociedade – especialmente das sociedades mais pobres.
Apesar do aumento da conscientização sobre os perigos do declínio ambiental – incluindo a mudança climática, a perda da biodiversidade e a desertificação –, o progresso desde a Cúpula da Terra tem sido muito lento. Não construiremos um mundo mais justo e equitativo se não dermos o mesmo peso aos três pilares do desenvolvimento sustentável: social, econômico e ambiental. Para reduzir a pobreza de maneira sustentável, garantir segurança alimentar e de nutrição e oferecer empregos decentes para as crescentes populações, devemos fazer um uso mais inteligente de nosso capital natural.
A Índia, anfitriã global do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2011, está entre o crescente número de países que têm trabalhado para atender às pressões das mudanças ecológicas. Também está ajudando a criar uma avaliação melhor dos valores econômicos dos serviços baseados na natureza, com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e do Banco Mundial. A Lei de Emprego Rural da Índia e o incentivo do país nas energias renováveis são exemplos importantes de como dimensionar o crescimento verde e acelerar a transição para uma economia verde.
Nenhum dia pode transformar isoladamente o desenvolvimento num caminho sustentável. Mas, a caminho da Rio+20, este Dia Mundial do Meio Ambiente pode enviar uma forte mensagem de que aqueles que possuem influência no governo e no setor privado podem – e devem – tomar as medidas necessárias para completar a promessa da Cúpula da Terra. O público global está atento, e não espera nada menos do que isso.

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